Existe um momento previsível na vida de um parque de coletores. O equipamento que atendia bem começa a travar quando o WMS ganha uma tela nova, e a tela pequena passa a obrigar o operador a rolar a lista de itens. Junte a isso o fato de que o que era uso simples de leitura hoje inclui consulta, foto, assinatura e apontamento no mesmo aparelho.
O equipamento continua o mesmo. A operação mudou de patamar e passou a exigir mais do dispositivo. É exatamente esse cenário que o Movfast Ranger 3 endereça.
O Ranger 3 é o lançamento mais recente da linha Ranger da Movfast. Ele mantém a proposta de custo acessível que consolidou a marca no Brasil, mas entrega mais processamento e uma tela maior, além de conectividade Wi-Fi 6E. Neste artigo, você vai ver as especificações completas do modelo e entender para qual perfil de operação ele se encaixa.
A linha Ranger se firmou no mercado brasileiro com um argumento claro: coletor corporativo com custo próximo ao de um smartphone. O Ranger 2, em suas versões, entregou isso com tela de 5,45 polegadas e configuração suficiente para operações de leitura e conferência.
O Ranger 3 avança em quatro frentes que interessam a operações mais estruturadas:
Um ponto de atenção antes de seguir: o Ranger 3 é um coletor full touch e não possui teclado físico. Operações que dependem de digitação intensiva sem olhar a tela, ou que têm preferência consolidada por teclado numérico, continuam melhor atendidas por outros modelos da linha.
Os dados abaixo seguem o datasheet oficial do fabricante.
Tela é um item que costuma ser tratado como conforto e que na prática afeta produtividade. Em operações que usam WMS com listas longas, o operador em uma tela pequena precisa rolar a lista para localizar o item, o que aumenta o tempo por tarefa e a chance de selecionar a linha errada.
Com 6,58 polegadas em resolução Full HD, mais informação cabe na mesma visualização. Em telas de separação, conferência e endereçamento, isso reduz interação desnecessária. Os 450 nits de brilho ajudam na leitura em áreas com iluminação irregular, situação comum em armazéns com pé-direito alto e em docas com entrada de luz natural.
O suporte à operação com luvas resolve outro ponto prático. Em câmara fria, em operação com produto químico ou em ambiente que exige proteção individual, o operador não precisa remover o equipamento de segurança para interagir com a tela.
A configuração com dois núcleos de alto desempenho a 2.2 GHz, somada aos seis núcleos de eficiência, coloca o Ranger 3 em outra categoria de uso em relação aos coletores de entrada da linha.
Isso importa quando a operação roda mais de uma aplicação no mesmo dispositivo. É cada vez mais comum o coletor precisar sustentar o cliente do WMS, um aplicativo de captura de imagem, uma camada de assinatura digital, o agente de MDM e eventualmente um sistema de comunicação com a equipe. Cada um consome memória e processamento.
Para esse perfil, a configuração opcional de 8 GB de RAM merece avaliação. Ela custa mais, mas evita o cenário em que o aplicativo principal é encerrado em segundo plano pelo sistema, obrigando o operador a recarregar a tela e refazer o caminho.
O Ranger 3 chega com Android 13 AER e suporte anunciado de upgrade até o Android 17. Esse dado merece atenção maior do que normalmente recebe em uma decisão de compra.
Um coletor tem vida útil de vários anos em operação. Durante esse período, o sistema operacional precisa continuar recebendo atualização de segurança, manter compatibilidade com as versões novas dos aplicativos corporativos e atender a requisitos de conformidade da área de TI. Quando o dispositivo trava em uma versão antiga do Android, começam os problemas: o app do WMS lança uma versão que não roda, a política de segurança da empresa deixa de ser atendida e o parque vira uma exceção que a TI precisa administrar.
A margem de upgrade até o Android 17 significa, em termos práticos, que o investimento tem horizonte mais longo antes de esbarrar em obsolescência de software. Para quem planeja o parque em ciclos de 4 ou 5 anos, esse é um critério de decisão que pesa tanto quanto a especificação de hardware.
O Ranger 3 acompanha ferramentas gratuitas de configuração do fabricante, com dois recursos relevantes para quem administra um parque:
Kiosk: restringe o dispositivo aos aplicativos autorizados, com bloqueio e controle de acessos. Isso reduz uso indevido e diminui a incidência de chamados causados por instalação de aplicativos não homologados.
Movstage: permite implantação e provisionamento em massa dos dispositivos. Em vez de configurar equipamento por equipamento, a equipe aplica o perfil padrão em lote, o que encurta o tempo de colocar um pedido novo em operação.
O modelo também é compatível com as principais plataformas de MDM do mercado, o que permite integrá-lo à gestão remota que a empresa já usa, sem criar um console isolado só para esse parque.
O modelo se encaixa bem em:
E não é a melhor escolha quando:
Definido o equipamento, resta a decisão de como contratá-lo. As duas opções atendem cenários diferentes.
A compra faz sentido quando a empresa tem estrutura interna de TI para configurar, dar suporte e administrar manutenção, e prefere tratar o equipamento como ativo próprio.
A locação se encaixa melhor quando o objetivo é previsibilidade de custo e menor carga operacional interna. No modelo mensal, a responsabilidade pela sustentação do parque fica com o fornecedor, incluindo manutenção, suporte técnico, substituição de equipamento já configurado e gestão remota via MDM. Para operações em expansão, ou com demanda sazonal, a flexibilidade de ajustar a quantidade de dispositivos pesa na decisão.
Um critério útil: quanto mais crítica for a disponibilidade do equipamento para o processo, e quanto mais enxuta for a equipe de TI, mais a locação com suporte incluso tende a compensar.
O Ranger 3 tem tela maior, de 6,58 polegadas em Full HD contra 5,45 polegadas da geração anterior, processamento superior, Wi-Fi 6E e suporte de upgrade de Android até a versão 17. O Ranger 2 segue como opção de custo mais baixo para operações de leitura e conferência.
Sim. O leitor de RFID UHF integrado está previsto como configuração opcional do modelo, com padrões EPC C1 Gen2 e V2 e ISO18000-6C, alcance de 1,2 m e leitura de 40 tags por segundo na faixa de 902 a 928 MHz.
A bateria de 5100 mAh tem autonomia superior a 12 horas. O recurso de hot-swap, sustentado por uma bateria interna de 58 mAh, permite trocar a bateria principal sem desligar o equipamento, o que mantém a operação em turnos contínuos.
A faixa de temperatura de operação vai de -20 °C a +55 °C, o que cobre operações refrigeradas. Vale considerar também o índice IP67 e o suporte à operação com luvas, relevantes nesse tipo de ambiente.
O modelo é compatível com as principais plataformas de MDM do mercado. A validação da integração específica com o seu console faz parte do levantamento técnico do projeto.
A garantia Fast Care do fabricante cobre 3 anos nos equipamentos e 3 meses nos acessórios.
Sim. O equipamento pode ser contratado em modelo de locação mensal, com suporte técnico, manutenção, substituição de equipamento e gestão remota inclusos no serviço.
O Ranger 3 ocupa um espaço específico no mercado. Ele entrega tela grande, processamento adequado a aplicações pesadas e ciclo longo de Android, mantendo a proposta de custo que caracteriza a linha Movfast. Para operações que passaram do uso simples de leitura e hoje rodam vários aplicativos no mesmo dispositivo, é uma opção que resolve sem exigir o orçamento de um coletor industrial de topo de linha.
A escolha final, como sempre, depende do que a operação faz no dia a dia. Volume de leitura, ambiente de uso e plano de evolução para RFID mudam a resposta. O datasheet oficial da Movfast traz a especificação completa do modelo para consulta técnica.
Para avaliar se o Ranger 3 é o equipamento certo para a sua operação, e definir entre compra e locação, fale com um especialista da Quebeck.
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