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Como Reduzir o Tempo de Inatividade de Dispositivos Móveis com MDM SOTI

Em operações que dependem de coletores de dados, tablets, smartphones corporativos e impressoras, cada dispositivo parado é uma etapa do processo que deixa de acontecer. Um coletor travado na separação de pedidos atrasa a expedição. Um tablet sem a versão correta do aplicativo gera retrabalho. Uma impressora fora do ar interrompe a identificação de produtos e trava a linha inteira.

O problema é que, na maioria das empresas, esses eventos só aparecem quando já viraram um chamado aberto pelo operador. Até lá, o tempo já foi perdido e o impacto já chegou na produtividade.

É nesse ponto que uma plataforma de MDM (Mobile Device Management) muda o jogo. Neste artigo, você vai entender o que é a solução da SOTI, quais produtos compõem a plataforma, quais recursos atuam diretamente na redução do tempo de inatividade e como esse tipo de gestão se conecta com a operação de ponta a ponta.

O custo real de um dispositivo que deixa de funcionar

Quando um equipamento para, o custo visível é o do reparo. O custo invisível costuma ser muito maior e aparece distribuído em vários pontos da operação:

 

Somados, esses fatores explicam por que reduzir o tempo de inatividade tem impacto financeiro maior do que reduzir o preço de aquisição do equipamento. Um parque mais barato que fica indisponível com frequência custa mais do que um parque bem gerido.

O que é a SOTI e o que compõe a SOTI ONE Platform

A SOTI é uma das referências globais em gestão de mobilidade corporativa e IoT. Sua proposta central é dar às empresas controle e visibilidade sobre os dispositivos críticos da operação, independentemente do fabricante, do formato ou do sistema operacional.

A oferta é organizada na SOTI ONE Platform, um conjunto integrado de soluções voltado a reduzir custo, complexidade e tempo de inatividade da mobilidade crítica. Conhecer os componentes ajuda a entender o alcance da solução.

SOTI MobiControl

É o núcleo da plataforma e o produto mais conhecido. O SOTI MobiControl é a solução de EMM (Enterprise Mobility Management) que oferece visibilidade e controle sobre onde estão os dispositivos, o que estão fazendo, como estão funcionando e a quais riscos de segurança ou conformidade estão expostos. Ele cobre o ciclo de vida completo do equipamento, da implantação até a desativação.

SOTI XSight

Voltado à inteligência diagnóstica. O XSight entrega análises sobre aplicativos, dados, uso de rede, localização e operações, com o objetivo de encurtar o tempo de resolução de problemas e sustentar decisões baseadas em informação, não em percepção.

SOTI Connect

Solução de IoT que faz o gerenciamento completo do ciclo de vida de dispositivos conectados dentro da organização, incluindo equipamentos como impressoras industriais, que muitas vezes ficam fora do radar da gestão tradicional de TI.

SOTI Snap

Plataforma de desenvolvimento rápido de aplicativos móveis multiplataforma. Permite que a empresa construa os aplicativos que a operação precisa sem depender de ciclos longos de desenvolvimento.

SOTI Identity

Camada de acesso seguro ao conjunto de soluções da plataforma, com autenticação centralizada.

SOTI Pulse

Comunidade online que reúne clientes e parceiros SOTI, usada para troca de conhecimento técnico e acompanhamento de novidades da plataforma.

Visibilidade nem sempre é suficiente

Muitas operações acreditam que já têm controle porque conseguem listar quantos dispositivos existem e onde eles estão. Saber a localização e o inventário é o primeiro nível de visibilidade, mas é o nível que menos evita paradas.

O que costuma ficar fora do radar são informações que antecedem a falha:

Esses dados existem no dispositivo. A diferença está em ter uma plataforma que os consolide, cruze e transforme em alerta antes que o operador precise abrir um chamado.

Decisão baseada em dados, não em percepção

Sem histórico consolidado, a gestão do parque de equipamentos funciona por impressão. A equipe acredita que determinado modelo dá mais problema, que certa unidade tem mais falhas ou que o desempenho piorou depois de uma atualização, mas não consegue comprovar.

Com dados centralizados, a conversa muda de natureza. Passa a ser possível identificar padrões e recorrências, medir quais dispositivos concentram chamados, entender se a causa é hardware, aplicação, rede ou uso, e planejar substituições com base em desempenho real em vez de idade do equipamento.

Esse histórico também sustenta decisões de investimento. Quando chega o momento de renovar o parque, a empresa tem argumento técnico para definir volume, modelo e prioridade de troca.

Diagnóstico proativo: resolver antes de virar incidente

A diferença entre uma operação reativa e uma operação proativa está no momento em que o problema é identificado. Na primeira, a equipe descobre a falha pelo operador. Na segunda, a plataforma sinaliza a degradação antes que ela impeça o trabalho.

Alguns exemplos práticos dessa antecipação:

Cada um desses casos representa um chamado que deixa de existir e um período de parada que não acontece.

Recursos do MobiControl que atuam na continuidade operacional

Alguns recursos da plataforma têm efeito direto na disponibilidade dos equipamentos. Vale conhecer os principais.

Provisionamento e registro rápido

Colocar um dispositivo novo em operação costuma consumir horas de configuração manual. O MobiControl oferece diferentes métodos de registro e provisionamento, incluindo SOTI Stage, Apple ABM, Android Zero-Touch Enrollment, Samsung KME, Windows Autopilot e Zebra StageNow. Na prática, um equipamento pode sair da caixa e entrar em operação já configurado conforme a política da empresa.

Suporte remoto e controle da tela

A equipe de TI consegue visualizar e assumir o controle da tela de um dispositivo em campo para diagnosticar e corrigir problemas ao vivo. Isso resolve boa parte dos chamados sem que o equipamento precise voltar para a base, o que elimina o tempo de trânsito e o custo logístico do reparo.

Modo quiosque e segurança do dispositivo

O modo quiosque restringe o dispositivo aos aplicativos autorizados para o trabalho. O efeito é duplo: reduz distração e uso indevido, e diminui a incidência de problemas causados por instalação de aplicativos não homologados. A plataforma também trabalha com cerca virtual (geofencing), bloqueio remoto, criptografia e limpeza de dados em caso de perda ou roubo.

Distribuição de aplicativos e atualizações em escala

Distribuir aplicações pesadas para armazéns, centros de distribuição e lojas com conectividade limitada é um gargalo conhecido. A SOTI XTreme Technology otimiza esse processo, acelerando em dez vezes a transmissão de dados. Já o SOTI XTreme Hub recebe os dados em cada local distribuído e repassa aos dispositivos Android da unidade, o que reduz em até 60% o tempo necessário para implantar dados e aplicativos em grandes volumes de equipamentos. Vale observar que o XTreme Hub está disponível apenas para clientes dos planos SOTI Premium Plus ou Enterprise Plus.

Atualização de firmware sem esforço manual

Para parques com equipamentos Zebra, o MobiControl suporta Zebra FOTA (Firmware Over-the-Air), permitindo atualizar sistema operacional Android e patches de segurança LifeGuard diretamente do console, sem alternar entre sistemas nem executar etapas manuais dispositivo por dispositivo.

Compatibilidade multi-OS e gestão de IoT

A plataforma trabalha com Android, iOS, macOS, Windows e Linux, o que permite gerenciar parques mistos a partir de um único console. Também cobre endpoints de IoT, incluindo impressoras industriais, ampliando a gestão para além dos dispositivos de mão.

Modelos de implantação flexíveis

Diferentes operações exigem diferentes políticas de uso. A plataforma suporta cenários como BYOD (dispositivo do próprio colaborador), COBO (propriedade da empresa e uso exclusivo para trabalho), CYOD (escolha do dispositivo pelo usuário) e COPE (propriedade da empresa com uso pessoal habilitado), com separação entre o ambiente corporativo e o pessoal no mesmo aparelho.

Gestão de conteúdo e aplicações corporativas

Além do controle do dispositivo, a plataforma trata do que circula dentro dele. As ferramentas de gestão de conteúdo permitem que a equipe acesse documentos, dados e arquivos corporativos de qualquer lugar, mantendo conformidade regulatória. A distribuição de aplicativos de linha de negócio é feita por perfis e pacotes, garantindo que a versão correta esteja instalada no grupo correto de usuários.

Para operações com aplicações internas específicas, essa camada evita um problema comum: equipes trabalhando com versões diferentes do mesmo aplicativo em unidades diferentes, o que gera divergência de processo e dificulta o suporte.

Como o MDM se conecta à gestão do parque de equipamentos

Uma plataforma de MDM entrega mais resultado quando faz parte de um desenho maior, que considera o equipamento, a aplicação, a infraestrutura de rede e o suporte. Isolada, ela vira mais um console para a equipe administrar.

Na prática, a construção costuma seguir uma sequência lógica:

Diagnóstico: levantamento do parque atual, volume de dispositivos, modelos, sistemas em uso e principais causas de parada registradas hoje.

Entendimento da operação: análise do fluxo real de trabalho, dos turnos, das áreas de cobertura de rede e dos pontos onde a indisponibilidade gera mais impacto.

Definição da tecnologia: escolha dos dispositivos adequados a cada função e da configuração da plataforma de gestão, incluindo políticas, perfis e grupos.

Implantação: provisionamento dos equipamentos já configurados, integração com os sistemas de gestão em uso e ativação do monitoramento remoto.

Suporte pós-venda: acompanhamento contínuo, análise dos dados coletados, ajustes de política e manutenção do parque ao longo do tempo.

A Quebeck atua como parceira SOTI e conduz esse processo de ponta a ponta, combinando o fornecimento dos equipamentos, a implantação da plataforma de gestão e o suporte técnico continuado. Nos projetos em modelo de locação, a gestão remota via MDM já faz parte do serviço, junto com manutenção, substituição de equipamento e SLA definido.

Aplicações por segmento

Logística e centros de distribuição: controle de coletores em recebimento, separação e expedição, com atualização de aplicações em lote e suporte remoto sem retirar o equipamento da operação.

Indústria: gestão de dispositivos em chão de fábrica, com políticas restritivas de uso e monitoramento de desempenho em ambientes com poeira, vibração e temperatura variável.

Varejo: padronização entre lojas, controle de dispositivos de conferência e reposição, e distribuição de atualizações para redes com muitas unidades.

Saúde: dispositivos assistenciais com controle de acesso, conformidade e rastreabilidade, em ambientes onde a indisponibilidade tem impacto direto no atendimento.

Distribuição e agronegócio: gestão de equipamentos em campo e em múltiplas unidades, com visibilidade centralizada mesmo em locais de conectividade limitada.

Principais aprendizados

Perguntas frequentes sobre MDM SOTI

O que é MDM e qual a diferença para EMM?

MDM (Mobile Device Management) trata do gerenciamento do dispositivo em si, incluindo configuração, segurança e monitoramento. EMM (Enterprise Mobility Management) é um conceito mais amplo, que soma ao dispositivo a gestão de aplicativos, conteúdo e identidade. O SOTI MobiControl é uma solução de EMM.

O SOTI funciona apenas com coletores Android?

Não. A plataforma trabalha com Android, iOS, macOS, Windows e Linux, além de endpoints de IoT, o que permite gerenciar parques com equipamentos de fabricantes e sistemas diferentes a partir de um único console.

É possível dar suporte a um dispositivo em campo sem trazê-lo de volta?

Sim. Os recursos de suporte remoto permitem visualizar e controlar a tela do equipamento à distância, diagnosticar o problema e aplicar a correção, o que resolve a maior parte dos chamados sem deslocamento físico.

É possível bloquear aplicativos e sites não relacionados ao trabalho?

Sim. O modo quiosque restringe o dispositivo aos aplicativos autorizados, e as políticas de filtro permitem controlar o acesso a conteúdo fora do escopo da operação.

O MDM ajuda a reduzir custo além de reduzir parada?

Sim. A redução de deslocamento para manutenção, o menor tempo de configuração por dispositivo, o controle de consumo de dados e a melhor gestão do ciclo de vida do parque geram economia que costuma superar o custo da licença.

Qualquer empresa pode usar, ou só operações grandes?

Operações de diferentes portes se beneficiam. O ponto de decisão costuma ser a criticidade do dispositivo para o processo, não a quantidade. Quando a parada de um equipamento interrompe uma etapa da operação, a gestão centralizada se justifica.

Conclusão

Gerenciar dispositivos móveis deixou de ser uma tarefa de manutenção para se tornar um componente de produtividade. Quando a empresa consegue enxergar o estado real de cada equipamento, agir remotamente e antecipar falhas, o tempo de parada cai, a equipe de TI deixa de operar em modo emergência e a operação ganha previsibilidade.

A solução da SOTI entrega essa base tecnológica. O resultado, porém, depende de como ela é desenhada para a sua operação: quais dispositivos, quais políticas, qual infraestrutura de rede e qual estrutura de suporte sustenta o dia a dia.

A Quebeck trabalha com gestão de mobilidade corporativa em operações de logística, indústria, saúde, varejo e distribuição, unindo o fornecimento dos equipamentos, a implantação da plataforma e o suporte continuado. Para avaliar como a gestão remota pode reduzir o tempo de inatividade no seu parque de dispositivos, entre em contato pelo formulário abaixo e fale com um de nossos especialistas.

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